O Autismo e o caso Courtney Love

O Autismo e o caso Courtney Love

Na Neuropsicologia, uma das áreas de estudo com grande destaque é o que concentra os Transtornos Mentais e Comportamentais. Como o que vamos abordar o Transtorno do Espectro do Autismo (TEA), que é caracterizado conforme a Classificação Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde por um desenvolvimento anormal ou alterado, manifestado antes da idade de três anos.

Os primeiros sinais do Transtorno do Espectro Autista (TEA) são percebidos desde a infância, por volta de um, dois de vida. Com causas desconhecidas e muitas vezes ligadas há uma predisposição genética, o TEA pode ser observado através de possíveis atrasos no desenvolvimento da criança, como por exemplo: uma perturbação característica do funcionamento em cada um dos três domínios seguintes: interações sociais, comunicação, comportamento focalizado e repetitivo

A partir dos 12 meses, crianças que possuem autismo não mantêm contato visual efetivo, não olham quando são chamadas e têm mais interesse em objetos do que em pessoas.

Porém, só por volta dos 18 meses é possível realizar uma avaliação conclusiva com um profissional especializado. O diagnóstico é feito por meio de observação direta no comportamento, entrevistas com os pais e cuidadores, e pode ser utilizado a Avaliação Neuropsicológica (procedimento realizado pelo profissional de Psicologia) como método adicional para aferir os possíveis déficits cognitivos e afetivos na criança.

Courtney Michelle Harrison, de 56 anos, conhecida como Courtney Love, é uma cantora, compositora, atriz e pintora americana, diagnosticada com autismo leve aos nove anos de idade, após uma série de dificuldades de socialização no desempenho escolar observada por uma psicóloga. Ela tornou pública sua condição quando citou o diagnóstico em sua autobiografia “The Real Story”, lançada em 1997. Nessa biografia, ela fala um pouco sobre a Síndrome de Asperger (também um tipo de autismo) e como ela possui certos níveis de introversão, se abrindo com os fãs, até mesmo porque suas crises foram expostas em publicações e sites especializados em fofocas e escândalos, em que foi muito criticada sem que levassem sua condição em consideração, fora a vida conturbada pela fama e drogas, além do suicídio do marido, Kurt Cobain aos vinte e sete anos, a deixando uma filha ainda criança para cuidar em meio ao caos.

Sem tratamentos com remédios específicos (trata apenas os sintomas que são expressivos), o transtorno é tratado com um acompanhamento médico especializado, composto geralmente por pediatras, psiquiatras e neurologistas. Como também por profissionais Psicólogos e Fonoaudiólogos, associando diferentes terapias com o intuito de melhorar as habilidades sociais, comunicativas para a melhor inclusão frente a sociedade.